Automação e IA elevam eficiência e segurança em hospitais, apontam especialistas na Febrava Rio  

Tecnologia, dados e inteligência operacional estiveram no centro do debate sobre o futuro da infraestrutura hospitalar na Febrava Rio. 

 

No segundo dia do evento, realizado no Riocentro, a palestra “O Desafio das Edificações de Alta Performance: Eficiência Energética, Massificação de Dados e Inteligência Operacional para Tomadas de Decisões” mostrou, na prática, como a automação e a inteligência artificial vêm transformando a gestão de hospitais.

Conduzida por Marcelo Esteves da Silva, da Rede D’Or, e Tiago Falcão da Silva, da Microblau, a apresentação detalhou a experiência da rede hospitalar na modernização de seus sistemas.

 

Da automação à análise de dados

Os palestrantes percorreram a trajetória da Rede D’Or na adoção de automação, inteligência artificial e análise de dados, com o objetivo de melhorar o desempenho dos equipamentos e aprimorar a gestão da manutenção nas unidades. A climatização foi apontada como uma das áreas mais promissoras para ganhos de eficiência. Segundo Marcelo, uma central de água gelada pode representar cerca de 30% do consumo total de energia elétrica de um hospital.

 

Primeiro entender, depois implementar

Para Tiago, o maior desafio da automação não está na tecnologia em si, mas em compreender como utilizá-la antes de implementá-la: é preciso saber o que medir, como medir e o que controlar, além de garantir a confiabilidade dos dados que orientam as decisões automatizadas. O especialista destacou ainda que essas ferramentas fortalecem o trabalho das equipes de operação, que passam a contar com informações mais precisas para realizar suas atividades.

 

Benefícios que vão além da economia

Embora a climatização tenha sido o principal exemplo apresentado, os especialistas explicaram que a automação também pode ser aplicada aos sistemas elétricos, de água e de gases hospitalares. Para Marcelo, os resultados vão além da redução de custos e do consumo energético. “Mais do que isso, traz segurança operacional. Segurança para o paciente, segurança para o colaborador, segurança para todo mundo”, concluiu.