Inteligência artificial ganha espaço na climatização e promete reduzir consumo de energia e antecipar falhas  

Tema esteve presente em palestras e lançamentos na Febrava Rio, realizada de 6 a 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 8 de outubro de 2026 – A inteligência artificial deixou de ser promessa e passou a ocupar lugar central nos sistemas de climatização. Na Febrava Rio, que reuniu o setor de AVAC-R (Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração) no Riocentro, entre os dias 6 e 8 de outubro, a automação de processos com IA foi tema recorrente tanto nas palestras com engenheiros e especialistas quanto nos lançamentos apresentados por marcas expositoras.

 

As soluções vão de aparelhos residenciais a grandes instalações industriais e têm três frentes principais: redução do consumo de energia, aprendizado dos hábitos dos usuários e antecipação de falhas em equipamentos.

 

Confira, a seguir, alguns destaques apresentados na feira:

 

Mais eficiência, menos consumo


A economia de energia é a aplicação comum a diversas fabricantes. Os equipamentos ajustam automaticamente o funcionamento de acordo com as condições do ambiente e a forma como são utilizados. Na TCL, modelos com IA podem chegar a até 38% de economia em comparação com aparelhos inverter convencionais, segundo Álvaro Ruoso, gerente de produtos residenciais da marca.

 

Acessibilidade por comando de voz


Os aparelhos da TCL também respondem a comandos de voz, recurso que amplia a autonomia de pessoas com dificuldade visual ou motora, que nem sempre conseguem manusear o controle remoto ou acessar aplicativos. “A inteligência artificial permite esse tipo de controle, esse tipo de facilidade e de acessibilidade”, afirmou Álvaro.

 

Equipamentos que aprendem com o usuário


A Gree apresentou tecnologias que aprendem os padrões de utilização do consumidor e ajustam o funcionamento do aparelho de acordo com a rotina.

 

Manutenção preditiva em grandes instalações


A Johnson Controls mostrou como a IA pode acompanhar o desempenho de equipamentos de maior porte e identificar problemas antes que comprometam a operação. A empresa trabalha com modelos digitais que simulam diferentes condições de funcionamento, permitindo testar ajustes sem interferir na operação real. O cruzamento de dados ajuda a detectar sinais de falhas em equipamentos como chillers, favorecendo a manutenção preventiva, a segurança e a otimização operacional.